O jogo não cumpriu nada do que o marketing da EA mostrou nos trailers, apresenta bugs de controle desde o lançamento onde os jogadores simplesmente param de receber comandos. Bugs de jogadas, assim como havia no 25, comportamentos semelhantes de goleiros onde TODO chute na diagonal resulta em gol, ia's cancelam movimentos de bote e interceptação no meio do movimento. Se quiserem um jogo bom mesmo, relancem o FIFA 14, a franquia morreu aí, inclusive para os que jogam há mais tempo, ainda permanece o SENntimento de Handicap e Kickoff.
Battlefield 6 é um jogo com identidade, característica que pecava nos últimos dois lançamentos da série. O multiplayer, foco principal da franquia, entrega com propriedade, em todos os setores, uma experiência fidedigna, imersiva e divertida de combate envolvendo todo tipo de equipamento militar moderno. A essência do que fundamentou o crescimento da franquia retorna, oferecendo aos jogadores uma guerra em grande escala que é impecável visual e auditivamente, com mapas ultra detalhados de variados tamanhos, comportando dezenas de players, modelos detalhadíssimos de armas e soldados, veículos realistas diversos, animações e efeitos sonoros impecáveis e mais. O sistema de classes personaliza a infantaria, apesar dos desenvolvedores se mostrarem ainda tímidos em definir um único modo para o jogo, deixando a cargo do jogador escolher o que prefere. Apesar da liberdade proporcionada, sinto que isso que acaba esvaindo levemente a identidade única que cada função tem no campo de batalha. A BF Studios expandiu a experiência BF com mecânicas novas que acrescentam muito à visceralidade e à crueza do jogo, assim como entregava muito bem o BF1, sendo exemplo principal disso o drag-n-revive, e a volta das mecânicas de movimentação e gunplay que eram quase inexistentes no 2042, tornando a gameplay de infantaria (o principal e mais importante) responsiva e ainda fundamentada, sem exageros. Da mesma forma, essas características positivas também se refletem no controle dos veículos terrestres e aéreos (ainda espero testar o controle de veículos aquáticos e de possivelmente o Little Bird, ainda não presentes no modo multiplayer). A campanha novamente retorna, mas não faz muito além de uma experiência audiovisual sólida e explosiva. Lembra do que entregava as outras campanhas, mas fica aquém do que o multiplayer apresenta, mesmo que, conhecidamente, nunca se propôs a ser a atração principal da franquia. No lançamento, no entanto, o modo multiplayer trouxe alguns bugs e problemas de balanceamento que precisam ser solucionados com agilidade. Pensando no futuro próximo, o conteúdo pós-lançamento, inclusive já parcialmente anunciado, precisa ser consistente e de qualidade para que a EA mantenha a boa reputação conquistada no lançamento e garanta a longevidade do jogo junto ao seu público (o modo BR com certeza terá papel decisivo nesse sucesso). Com tudo isso em ordem, há grandes chances do BF6 se tornar um título duradouro e se consagrar como um dos melhores FPS dos últimos anos.