Por enquanto, o jogo está bem tranquilo. A campanha está decente (ainda não terminei), e o modo multiplayer está muito bom, não chega ao nível de Battlefield 4, mas, considerando os dias de hoje e o desastre que foi o 2042, está muito melhor. A espingarda continua desbalanceada, mas o caos das partidas está excelente (quem reclama que “não dá pra ver nada” deveria ir jogar jogo de fazendinha). O desempenho e a otimização, no entanto, deixam a desejar, principalmente nos mapas maiores. Há uma boa variedade de armas e veículos, o que é um ponto positivo. Quem achou o jogo caro, é simples: é só não comprar e esperar uma promoção. Quanto aos que não conseguem abrir o jogo, há dois caminhos, ou você não sabe mexer direito no PC e precisa resolver com calma, ou esqueceu de configurar algo na BIOS (ou, claro, a EA fez besteira novamente, o que não seria surpresa). A única questão que realmente me incomoda é a inteligência artificial na campanha: extremamente burra, mesmo aumentando a dificuldade. Além disso, o preenchimento de partidas com vários bots atrapalha bastante a experiência, achei simplesmente ridículo. No geral, o jogo está decente, especialmente levando em conta o padrão EA. Tive pouquíssimos problemas de desempenho, apenas alguns ajustes gráficos necessários, porque não adianta querer rodar tudo no ultra e reclamar de estar a 30 FPS, ainda mais em um jogo competitivo. Recomendo comprar agora? Não. Espere uma promoção. Pagar R$ 300 nesse jogo, considerando a situação do Brasil, não vale a pena. Talvez eu volte depois para atualizar esta análise.
CS2 é, sem dúvida, uma evolução do CS:GO, mas para quem joga há anos e busca melhorar constantemente, ele é um misto de empolgação e frustração. A mudança para a engine Source 2 trouxe gráficos mais limpos, sons realistas e uma sensação de tiro mais impactante, mas também alterou a física e o “feeling” do jogo. A movimentação está mais solta e fluida, porém com uma inércia diferente, o que exige reaprender timing, strafes e controle de spray. O recoil parece mais imprevisível, e aquele domínio automático que tínhamos no GO agora precisa ser reconstruído. As smokes dinâmicas são um dos maiores acertos: reagem a tiros, granadas e ao ambiente, criando novas estratégias e exigindo leitura de jogo mais refinada. Porém, o sistema de subtick ainda gera inconsistências no registro de tiros, algo que desanima quando se perde um duelo que parecia ganho. A iluminação e o design dos mapas estão mais realistas, mas também alteram a forma como se enxerga o inimigo — às vezes o brilho e o contraste atrapalham mais do que ajudam. Jogando CS2, a sensação é de estar reaprendendo tudo o que já sabia, e isso é bom e ruim ao mesmo tempo. O jogo te tira da zona de conforto, faz você pensar, testar e errar de novo. Se o CS:GO era sobre precisão e disciplina, o CS2 é sobre adaptação e leitura. Ainda não é perfeito, mas tem alma, e cada atualização mostra que ele está evoluindo. Para quem não joga profissionalmente, mas quer entender o jogo em profundidade, o CS2 é uma nova escola — mais exigente, mais viva e mais imprevisível, mas com potencial para se tornar o melhor Counter-Strike de todos.