O jogo é muito divertido, com excelentes diálogos e uma comicidade típica dos jogos da Telltale, mesmo não sendo produzida por ela e sim por uma ex-equipe. Assim como na maioria dos jogos nesse estilo, a gameplay de mais parada e o menor tempo de tela, sendo o maior foco nas cutscenes e narrativa/diálogos. Ou seja, não é o tipo de jogo que agradará a todos e definitivamente nem tenta fazer isso. Percebi-se isso a partir do momento que os devs optaram por trazerem o jogo no formato de episódios e lançamentos semanais, o que ao meu ver apenas teve benefícios. Vejam bem, considerando ser um gameplay mais "monótona" certamente muitos iriam dropar ou reclamar, caso eles lançassem todos os episódios de uma vez. Souberam reconhecer isso e transformaram em uma espécie de série, para que mantivessem o jogo em alta por mais tempo e também dando todo aquele ar de dúvidas e teorias. Agora, é fácil reclamar do formato de lançamento quando o público hoje apenas pensa na "corrida" de zerar, não se importam nenhum pouco com a história ou apenas querem mais um número na GRANDE lista de jogos que já zerou. Negativar o jogo por este motivo, acho a maior canalhice e atitude de pessoas mimadas e estão viciadas no formato netflix. Não sabem mais aproveitar e ficam ansiosos por nada... De qualquer maneira, fica a recomendação e fazia tempo que não tínhamos esse gostinho de Telltale, cujo impactaram muito na maneira de pensar em roteiros e singularidade em seus jogos.
Um retorno espetacular às origens da guerra total??? A intensidade do campo de batalha é avassaladora, com um design de som que te coloca no centro do caos, onde cada explosão e cada bala passando perto te fazem sentir a pressão do combate. Visualmente, o jogo é um espetáculo, com mapas gigantescos ou bem trabalhado e cheios de detalhes com uma destruição de cenário que não é apenas um efeito bonito, mas uma ferramenta tática. Aquele sentimento clássico de correr com seu esquadrão em direção a um objetivo, enquanto tanques trocam tiros e jatos rasgam o céu, está de volta e mais forte do que nunca. A jogabilidade do multiplayer é, sem dúvida, o coração do jogo e onde ele realmente brilha. O retorno a um sistema de classes mais definido foi a decisão certa, trazendo de volta a necessidade de cooperação e estratégia em equipe que andava perdida. Cada partida parece um quebra-cabeça tático, onde escolher entre ser um engenheiro para destruir um tanque inimigo ou um médico para reviver seus companheiros faz toda a diferença. Por outro lado, a campanha, apesar de ter momentos cinematográficos grandiosos, parece apressada e não consegue entregar uma história memorável, servindo mais como um tutorial glorificado para as mecânicas do que uma experiência marcante por si só... desperdício de tempo? No fim das contas, minha experiência com Battlefield 6 é extremamente positiva, focada quase que inteiramente em seu robusto modo multiplayer. Apesar da campanha ser um ponto fraco e descartável, a essência do que faz Battlefield ser especial está intacta e refinada. É um jogo que entende que a verdadeira diversão vem dos momentos não planejados: aquela vitória de virada em um mapa, a destruição de um prédio que muda o rumo da batalha, ou a coordenação perfeita com o esquadrão. Battlefield 6 é o sucessor que os fãs esperavam, uma base sólida que resgata o melhor da franquia e aponta para um futuro promissor.