“Senhor... o que quer que eu faça? Não posso ouvir o Senhor...” Há silêncio. Só o som distante da guerra. E então, um grito de soldado ferido rompe o ar. Doss entende. É a resposta. “Tudo bem, Senhor. Vou buscar ele.” Enquanto o inferno explode ao redor, ele ora baixinho a cada novo corpo que encontra: “Senhor, ajuda-me a salvar mais um.” “Só mais um, Senhor.” (“Lord, please help me get one more.”) Ele repete isso como um mantra, entre o choro e o esforço físico. Cada vez que termina de descer um homem, ele volta para o campo, mesmo sabendo que pode morrer a qualquer segundo. Doss rasteja, se arrasta, carrega homens maiores que ele nas costas. Em certo momento, ele é atingido por estilhaços, mas continua. Seu corpo fraqueja, mas sua oração se mantém firme: “Só mais um, Senhor.” Quando o dia amanhece, os soldados que estavam lá embaixo percebem os feridos sendo baixados, um por um, pela corda. Ninguém entende como alguém está fazendo aquilo sozinho. Quando finalmente encontram Doss, ele está exausto, desmaiando de cansaço, mas com o semblante sereno. Tinha salvo 75 homens naquela noite. O capitão Glover, que antes zombava da fé dele, o encara em silêncio, e diz: “Eu não entendo como você fez isso, Doss.” E Doss responde com simplicidade e humildade: “Eu só rezei pra Deus me ajudar a salvar mais um.”
Definitivamente esse jogo não foi desenvolvido completamente. E não é que esteja ruim, mas o BF6 é o análogo de um relacionamento minimamente saudável depois de um abusivo: qualquer coisa, absolutamente qualquer coisa vai ser melhor que o BF2042. Certamente não chega perto da ambientação do BF1, dos gráficos do BF5 e da gameplay do BF4. Os mapas não são ruins, mas carecem fortemente de personalidade. Pessoalmente gosto muito mais dos mapas grandes. Mas os mapas grandes do BF6 parecem iguais onde só o bioma muda. A ideia geral dos mapas grandes parece ser colocar pequenas estruturas no entorno e algo gigante no meio. Já os mapas pequenos parece que decidiram jogar todo tipo de objeto aleatório no chão pra criar uma ambientação caótica de terceira guerrra, mas parece mais que foi preguiça de fazer um mapa design decente: quem sofre mais são os veículos já que eles tem tanta liberdade quanto os hebreus pra andar pelo mapa. O modo campanha parece que foi feito por IA, não aguentei jogar 10 minutos dela. A trilha sonora parecia música de porno chanchada e os diálogos parece que saíram diretamente de um filme da Marvel. E a história extremamente genérica. Não tem grandes inovações como as classes especiais e Behemots do BF1, nem as skills de comando do BF5. Voltou a fazer o básico, mas de maneira bem mediana. A movimentação tá ok e gunfight legal. Ainda tem muito o que melhorar, sobretudo em questão de animações básicas e game design, mas acho que pelo menos o core do jogo tá ok (então dessa vez é realmente possível melhorar, diferente do BF2042 que já foi concebido de maneira errada). Dito isso, pelo menos temos um BF minimamente pensaeo dessa vez, não é mexmo?